Segundo Keith Maskus, professor de Economia da Universidade do Colorado (EUA) e autor do livro "Direitos de Propriedade Intelectual na Economia Global", a falta de políticas relacionadas à defesa de patentes é um dos principais entraves para que empresas de países desenvolvidos tragam ao Brasil suas tecnologias de ponta. Isso acontece porque muitas dessas organizações têm receio de que suas patentes sejam violadas e suas tecnologias utilizadas para uso próprio. Nesse contexto, de acordo com o professor, as indústrias mais impactadas acabam sendo a de remédios e a de itens eletrônicos.
Para Maskus, países mais ricos, que investem montantes em pesquisa e desenvolvimento, em cientistas e em tecnologias inovadoras, tendem a buscar maior proteção às suas invenções. Nações como o Brasil, por sua vez, são mais flexíveis quanto à quebra de patentes. “Quem exporta propriedade intelectual precisa garantir às suas empresas que elas terão lucro. Quem importa alega que seus consumidores não têm condições de pagar. Ou seja, há dificuldade de se entrar num acordo”, detalha.
Para reverter esse cenário e incentivar que países em desenvolvimento mudem suas políticas, Markus explica que é preciso investir em qualificação e educação. “É fundamental sensibilizar a população para os benefícios de marcas, direitos autorais e patentes fortes. Isso possibilita que haja produtos com maior qualidade e maior lucro seja obtido por empresas nacionais”, finaliza. |